


Uma mesquita muçulmana

O quarto de hotel



A ponte onde o arquiduque da Áustria, Francisco Fernando, foi assassinado, em 1917

O tal "kebab qualquer-coisa"

O mapa das invasões Sérvias à cidade de Sarajevo


A igreja Ortodoxa

No passado fim-de-semana as moças eslovenas foram a Sarajevo, capital da Bósnia-Herzegovina, uma viagem de três dias com o pessoal Erasmus que se revelou fantástica.
Estando habituadas a cidades bonitinhas como Ljubljana, Veneza ou mesmo as cidades portuguesas, ficámos surpreendidas com Sarajevo. Passados dez anos sobre o fim da guerra com a Sérvia, a cidade ainda guarda muitos vestígios de destruição. Os prédios têm as marcas dos bombardeamentos, as pessoas têm rostos tristes, as ruas estão desorganizadas, confusas, barulhentas, além de que existem imensos cemitérios espalhados pela cidade. Sarajevo parece que parou na década de noventa, desistindo de reconstruir aquilo que foi destruído.
A mistura de etnias e religiões que despoletou o conflito ainda existe: é fácil depararmos-nos com mulheres muçulmanas que vão rezar à mesquita (bem como amostras da sua cultura), misturadas com cristãos e ortodoxos, mas que vivem, finalmente, em paz. O sistema politico da Bósnia é actualmente composto por três governos que representam as três etnias existentes (ortodoxos, cristãos e muçulmanos), governando de forma rotativa. Mas o general Tito, antigo presidente da Jugoslávia, ainda está muito presente na memória das pessoas (há imensos calendários com a sua cara).
Apesar das pessoas terem o sofrimento da guerra estampado no rosto, orgulham-se do seu país e da sua cultura (uma rapariga veio ter connosco a perguntar de onde éramos, e o que achávamos de Sarajevo). Mas, apesar disso, nota-se que há muitas pessoas que olham com desconfiança e estranheza para os estrangeiros. Talvez seja uma forma de defesa.
Bem, agora os detalhes cómicos, típicos de uma viagem com pessoal Erasmus:
- A começar, o nome do hotel onde ficámos: Banana City (os quartos tinham fotos de bananas – nem vale a pena comentar as sessões fotográficas que se fizeram lá)
- “Aquilo custa 10 quilómetros” - by Jimmy (isto porque marco, a moeda da Bósnia, escreve-se KM)
- A comida típica de lá é composta basicamente por pão, rolinhos de carne e cebola (chama-se kebab qualquer coisa)
- A higiene não é o forte dos Bósnios (vimos isso na forma como eles servem as refeições no hotel; tudo é feito de forma bastante básica)
- Tivenos de regatear o preço com o taxista (no mesmo caminho pagámos preços diferentes)
- Fez um frio imenso e nevou (era impossível andar na rua) “É pá, espera lá que eu quero comprar pins, vou começar a fazer a colecção agora”, by Maria - isto quando estávamos a congelar e mortinhos para ir para o hotel
- Os mendigos têm uma forma original de pedir dinheiro na rua (e bastante triste, no fundo): um rapazito dançava a musica da Madonna, “give it to me”, com um rádio
No fundo, Sarajevo ficou bem mais colorida com a presença dos Erasmus (aposto que não haverá por lá muita gente a brincar com a neve, a conversar e a rir nas ruas – sim, os sorrisos são olhados com desconfiança). Aqui ficam algumas fotos.